Ao vento que me leva...
e guia o meu coração.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Tragédia interna.
Desta pele tão alva, já tocaram imensos verões e rigorosos invernos. Marcada com o fino algodão mas ferida por dentro. Nada lhe faltou, nunca passou fome. Mas o alimento para a alma, ah...essa sim passava fome. Fora morrendo lentamente por dentro e ninguém notara.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Ele
Era só um cara estranho. Mais sem graça do que chama apagada. Sem emoção, quase sem coração. Parecia sempre necessitar de energia alheia para levar a vida adiante.
TÃO SEM GRAÇA que até perdi a vontade de descrevê-lo...
TÃO SEM GRAÇA que até perdi a vontade de descrevê-lo...
domingo, 21 de abril de 2013
Sobre ser mulherzinha
Querido, sinto lhe dizer, mas nunca fui mesmo mulherzinha. Lembro quando você me rotulou dessa forma quando me viu passar um inocente batom. Meus lábios pintados e meus olhos pretos não pecam, me fazem bem, sou artista de mim mesma e por isso me pinto - exclusivacmente pra mim, não para você. Não devo satisfação a ninguém quando sinto necessidade de ser como sou, enfeitada ou não, comendo maquiagem ou não.
Esse rótulo passou por um ouvido e saiu por outro, mas foi como uma bala rápida que passa raspando no meu respeito como mulher e na minha sensibilidade como humano. Tampouco nunca fui produto de supermercado para precisar de um rótulo desses ( nem de outros). Ninguém nunca me comprou, mas quem não me conhece, que me compre ( ou morra tentando)!
Porque querido, mulherzinha é um ´´adjetivo´´ muito pequeno para uma mulher muito grande por dentro.
Esse rótulo passou por um ouvido e saiu por outro, mas foi como uma bala rápida que passa raspando no meu respeito como mulher e na minha sensibilidade como humano. Tampouco nunca fui produto de supermercado para precisar de um rótulo desses ( nem de outros). Ninguém nunca me comprou, mas quem não me conhece, que me compre ( ou morra tentando)!
Porque querido, mulherzinha é um ´´adjetivo´´ muito pequeno para uma mulher muito grande por dentro.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Obra divina
Obra divina, tu és meu esplendor em noites calmas e tarde furiosas. Tu é meu diamante mais precioso e a minha calma mais febril. Estamos acima de todas essas histórias passageiras, pois nosso amor foi desenhado sem prazo de validade, estampado como tatuagem na nossa alma, exalando luz ao meu corpo, abrindo-me o peito, tornando-me iluminada.
Amor próprio
Não quero um novo amor, nem quero o velho ´´amor´´. Quero o amor-próprio, nascido dentro do meu coração na mais pura alegria à contemplar meu rosto e exclamar: ´´Tu és mulher do sol, tua alma dourada brilha mais que ouro de dia´´. É, quero esse amor interno, primeiramente meu, que me coloca acima de todas as coisas, que me permite amar ao próximo como a mim mesma, que me permite envolver-me em um amor (de sexo aposto) verdadeiro e limpo, sem amarras, ciúmes, sem sujeiras e mentiras, mas o amor dado livre e sem interesses, de todas as cores e calibres. Por que o amor é uma onda perfeita, se você não for equilibrado o suficiente, se afoga...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A dama da esquina...
Ela havia saído noite afora, de forma trêmula e desesperada numa tentativo de dar fôlego aos seus pulmões que sempre pareciam pesados. Seu corpo todo estava pesado ultimamente. A mente bastante turvada, não parava de soluçar questões mal resolvidas de seu interior. Seu coração? outra região bastante devastada, queimada como um campo verde chamuscado e quase morto. Ela queria a vida novamente, a vida fresca, colorida e refrescante que acariciava seu rosto docemente todos os dias de sol. Queria provar a chama da vida queimando em seu interior, provendo-lhe calor e amor em seu coração. Que destino cruel esse! dar um presente a uma donzela de feições delicados e um coração de ouro! Quem ousara machuca-la dessa forma? dor como presente, em um pacote de conto de fadas, bastante alegre por fora, mas cheio de mentira por dentro, presente este que nunca deveria ter sido aberto, muito menos o seu pobre coração. Tão torta por dentro, tão rente à sua dor, rastejando em seus labirintos internos, limpando cada cômodo do coração numa tentativa de limpar e lavar toda a dor e sujeira. Tinha até coragem para lavar tudo em seu interior e ver a face da vida ensolarada novamente. Sim, havia uma luta constante em seu interior. Uma guerra medonha iniciada por um cavalheiro impiedoso e idiota que só soube deixar para trás seu rastro sujo e insano.Mas ELA, e aí é que se está a glória, ainda podia brilhar, pois possuía o brilho de um diamante e a força de um furação em seu interior. Determinada a livrar-se da amarras internas e soltar suas asas esplendorosas para alçar seu vôo, arrancou do seu peito aquele coração enganado, esmagado e quase morto. Colocou outro no lugar, igualzinho, mas ainda mais verdadeiro e vivo. De alguma forma ela sabia que renascia novamente, mas dessa vez cuidaria com muito zelo o coração novo dado pelo universo, pois ele era de ouro e ouro não é algo que qualquer um pode possuir...
sábado, 15 de dezembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)

