domingo, 26 de dezembro de 2010

Dor.

Aquele coração era sonhador mas tão cheio de dor!
Um sonhador brilhante, sempre. Sem desistências, sem reetrancias ao erro. Havia apenas o sonho que era como um cão fiel, a passear pelas ruas de seu interior latejante.
Sempre correndo como um cavalo ao que lhe provinha a liberdade, as vezes sangrava, mas muitas vezes também a esperança era o seu abraço. E então ele permanecia, nada era ausência.
A dor as vezes não era nada, o sonho lhe falava mais alto.
Pois a porta do amor era mais forte...
O amor sim era tudo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

La vida mia.

Tentaram roubar-me o alento. Conseguiram apenas extirpar o poder de confiar. Mas nua, nunca fiquei.
Minha pele tem tantas capas, abstratas e concretas, e por trás dela, há outras vivenciadas apenas à alma, e que poucos poderão jamais olhar!
Raros a tocaram.
No entanto, e apesar de tudo, e felizmente NãO conseguiram matar-me por dentro - havia um milagre de ter nascido com vários involucros para que eu fosse protegida...
E que viessem os anjos, os profetas, os macumbeiros, os agourados.
Sou protegida por dentro porque sou pérola preciosa, e a vida desejou-me desde o início com amor.
Por que na vida, o MILAGRE é a minha concha, e eu sobrevivo.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tudo dorme.



´´A noite dorme
tudo dorme
Menos o teu nome´´

domingo, 12 de dezembro de 2010

Qual é a verdade?

É muito triste como só atentamos à forma e conceitos superficiais. Enfrentamos atritos de classes sociais, de cor, religião, mas no fundo esquecemos que somos todos iguais. Somos todos seres humanos nesta imensa bola azul, farinha do mesmo saco. Nascemos da mesma forma, sem roupa, sem religião e morremos sem nada.
Ferimos os outros por que não conseguimos sair dos nossos conceitos preconceituosos e engessados, e condenamos, julgamos.
O que é uma pessoa pobre? é um ser humano que precisa de oportunidades. O que é um judeu, um católico? é um ser humano que busca a fé. O que é o ser humano?
As vezes eu não gostaria de ter um status social, uma cara rotulada, conceitos impostos à mim. Mas os tenho e sou julgada ofensivamente por alguns deles.
Acho que realmente devo ser de outro mundo, por que eu enxergo os outros não pelo que eles possuem, mas pelo o que elas são. Obviamente, tenho preconceitos SIM, uma parte de mim ainda é obscurecida, mas isso não me impede de ver a vida além do que ela aparenta ser...
Bens materiais não fazem das pessoas melhores mais do que outras, muito menos a cor da pele, a religião.
Temos um cerebro avantajado o suficiente para raciocinar, mas esquecemos de enxergar com o coração.
Que a clareza da sensibilidade possa iluminar as atitudes de alguns...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nem eu sei.

Nem eu sei, meu amor. Apenas sei que por fora, ninguém pode perceber o que sinto. Talvez você, sim. E as vezes também não. Acima desses embotamentos malfadados de nossos egos, cobri-me do que me era mais precioso: amar. Então havia em mim, e acima de tudo, todas essas vírgulas mal feitas e dolorosas, e uns pontos finais pouco existentes. Tentei esquecer tanta escuridão que nos envolvia, por que a escuridão já era tão certeira em mim que ela se misturava à noite preta, e eu já não mais sentia medo. Mas sentia fome, e era fome DE TI. Tão ardente era o meu estomago vazio que não resisti, me alimentei de ti. Sim, com todo o direito sagrado de querer amar e nutrir a alma. O alimento mais perfeito, tão milagroso e caloroso ao meu ser! Ninguém sabia, meu aprumo, o que eu carregava aqui dentro. Talvez você, era sempre você que me sentia. Mas sei, e não tenho dúvidas, que podes mirar a minha alma, e de longe nada impede de estares em mim...
Nem eu sei, meu amor, porque esse sentimento ainda pulsa no meu corpo.
Talvez porque seja imortal.