
Ela não sabe em que estação ficar, seus olhos turvam, suas pernas tremem e sua voz não sai.
Não sabe para onde vai, mas tem na memória a imagem vivida e uma ordem reinante : ele. Nem sabe de onde veio. Tem apenas na mão uma fotografia de um jovem que lhe sorri. É a unica coisa que ela pode ver naquele instante, aquele sorriso que brilha, que brilha dentro dela e a reconforta. Por onde passa, procura por esse rosto, por esse nome gravado dentro de si que soa como um martelo dia e noite.
Por onde vai, procura como uma cega recém-nascida, aquele que deu luz á seu coração.
E em todas as esquinas, em todas as casas, em todas as cidades, ela não o encontra, perdida nos caminhos de seu próprio coração.
