segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sara?


Ela não sabe em que estação ficar, seus olhos turvam, suas pernas tremem e sua voz não sai.
Não sabe para onde vai, mas tem na memória a imagem vivida e uma ordem reinante : ele. Nem sabe de onde veio. Tem apenas na mão uma fotografia de um jovem que lhe sorri. É a unica coisa que ela pode ver naquele instante, aquele sorriso que brilha, que brilha dentro dela e a reconforta. Por onde passa, procura por esse rosto, por esse nome gravado dentro de si que soa como um martelo dia e noite.
Por onde vai, procura como uma cega recém-nascida, aquele que deu luz á seu coração.
E em todas as esquinas, em todas as casas, em todas as cidades, ela não o encontra, perdida nos caminhos de seu próprio coração.

Dois = um.

Você, hoje eu sei, ja havia me encontrado em um mundo onde nós não tinhamos nomes. Não tinhamos face. Nem corpos. Nem cheiros. Nem toques.
Eramos apenas duas almas, da cor da lua, a caminharem juntas e a se amarem a cada passo na eternidade do azul do céu. Sem rumo, sem karma, mas ainda nos restava o amor.
E isso nos bastava, era algo real, era algo glorioso.
E foi nesse teu olhar que a lembrança ficou marcada, um quadro pintado de tua alma fora pendurado nos reconditos de minha alma para que, mesmo depois de séculos, eu pudesse te encontrar.
Desde então, caminhamos sempre juntos, de mãos dadas, esteja você aqui ou acolá.
Os nossos olhares prevalecem neste amor que nunca acaba.

sábado, 29 de maio de 2010

Fogo e água.

Quase 23. Tanto tempo de que? É um número tão grande e forte para mim!. Não designa nada da minha pessoa. Estive voltando à minha infância tão constantemente, que tal número parece fora de contexto com o que sinto. As vezes, aquela solidão que atravessa o oceano, vem bater em minha porta e traz de presente uma saudade, do toque; é então nesse momento que desejo ser acolhida por braços maiores. E me sinto uma menininha, tão pequena e frágil! Recuso-me a observar aquele mundo que me parece cruel atraves de minhas janelas, é tão frio este sentimento indefeso que carrego aqui. Outrora, em minha inocencia cativante, pensara ser uma desbravadora do mundo; enganei-me profundamente. Talvez eu nunca saberei ser um adulto de verdade, talvez a minha alma seja um bebê que precisa de muitos cuidados. Eu nunca sei ser grande. Há algo dentro de mim que nunca endurece.
E eu não sei se isso é bom ou ruim.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

um desabafo?

Não sei porque há tantos obstáculos entre nós dois, que abismo tão escuro é esse que invade e escurece as minhas alegrias?. Os ventos que te trouxeram de forma tão doce, agora o levam para cada vez mais longe. O meu desejo é somente estar em um mundo onde você possa existir de forma real, e ninguem pode entender a razão deste sentimento que surgiu aqui dentro para recuperar a minha sede de viver. Havia apenas um coração morto, com músculos mortos, não havia calor aqui dentro, e depois que você surgiu, iluminou-me como um sol. Sim, e passou a ser o centro do meu universo. Esse sentimento me salvou e tem me levantado todos os dias, aqui, guardado do lado esquerdo. Pulsando como a única glória ilumada de minha vida. Sorrindo pra mim, como o único sorriso sincero e saudoso do meu dia. E só existe você, por todos os deuses, eu não quero outro alguém, tenho olhos voltados apenas na sua direção. Não, acho que isso não pode ser compreendido, pois o meu amor extende as mãos na tua direção e te oferece um amor incomensurável. Não há outros, não procurarei outro amor. Meu coração não é uma locadora de vídeos. Nunca vai ser. A distância não mudou a sua importância. Pois a distância nunca mediu nada, muito menos amor.
A distância apenas aumentou a vontade de estar novamente em teus braços...
Eu preciso desesperadamente da tua pessoa.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sempre. ou nunca.


De forma paulatina : as lágrimas escorriam lentamente sobre o rosto alvo. Ela parecia um anjo com asas quebradas. Escorregando lentamente aos seus infundibulos escuros, sem proteção, sem mãos as serem extendidas, sem braços a aquece-la.
Alí, fora encolhendo-se lentamente até desaparecer de sua sanidade. Houvera um ponto onde a menina era apenas uma menina alegre; depois deste limiar apavorante que lhe percorria no sangue, a felicidade já era morte.
Sem a intimidade que deveria ter criado em vida, sem a liberdade de ter sorrido para sempre ao amor.
Seu sofrimento não demandava esforço corporal, nem uma posição sofrida. Mas era pesado para o seu coração perigosamente frágil.
Alguma vez, em um intervalo de segundos, alguem a entendeu?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

novamente.

Eu realmente não sei como isso pôde ter acontecido. Havia saido de casa arrastando os pés, me encolhendo do frio, nessa hiperbole incomoda com a minha aparência lacônica dissimulada.
Não sabia que poderia encontra-lo depois de tanto tempo, e sentir a mesma coisa na época em que meus olhos podiam pousar nos dele e passar horas a contempla-lo.
O mesmo sentimento, ainda na mesma intensidade. Não pensei que esse meu destino fosse tão ironico, não pensei que eu estivesse pensando tão alto.
Estivera pensando, ou sonhando, dia após dia, em um reencontro. Aquela vontade de tocá-lo ainda era intensamente vívida.
É um mistério o que a vida pode te dar ao dobrar uma esquina, é um mistério o que eu farei de agora em diante. Eu corro de mim mesma ou corro para quem eu amo?
Aquela imagem que me embalava, voltou a pulsar aqui dentro, fervilhando em meus poros, contrariando a minha tristeza...
O desejo de amar ainda pousa em mim.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Por que?

Eu odeio ir ao fundo do poço. Odeio a falta de criatividade e espanto que a Medicina tem. Que graça tem estudar o rigor mortis que os tecidos adquirem quando param de produzir atp(energia) nas células?. A morte seria ainda mais interessante se fosse tocada com intimidade e calor.Eu odeio ter que lembrar que eu tive a capacidade de parar no meio do caminho e tentar alcançar outra realidade. Eu fui petrificada e agora pareço tão dura e sem vida quanto um cadáver formolizado.
Nada parece ter mais efeito. A Vida Alegre parece nome de analgésico que não faz mais efeito.
Sentir dor é o que eu não gostaria de sentir agora, mas nem sempre escolhemos tudo na vida.



Os meus amores estão sempre ao longe. Por que não posso toca=los?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Livrai-me

Livrai-me da imprudencia de um destino sem glorias.Eu peço algo aqui dentro, de forma devota, mas n sou escutada. Nao quero o frio do dia, eu quero o sol.Eu nunca quis muita coisa e me embaralhei para querer o que eu nunca quis, o misterio e dilema disso é que eu ~percebi, tristemente e tardiamente, que talvez tudo estivesse errado. E para alcancar o que seria o certo, eu fui paralisada. Eu quero a verdade, nao o coracao ferido. Eu queria a verdade, e ela não me alcancou. Talvez meus passos tenham sido lentos e fracos, talvez. Quem poderia por um nome nisso?Mas o meu sangue continua a ser bombeado por algo que a vida me deu, e tirou ao mesmo tempo. Pois, como eu sei, quando vc perde, vc ganha, nao seria assim a vida?
Me perdi em uma dor e fui enganada pelo acaso, pelo fanatismo dogmatico dos desenhos das igrejas. Mas o sagrado que ai habitava deu-me um presente doce demais, e eu reaprendi a amar. Recordei-me que para amar, é preciso nao desistir que acreditar no amor, seja esse qual for, seja este de qualque calibre.
Primeiramente, para se amar, é preciso pensar como se fosse apenas um. Uma batida, um passo, um sorriso, uma lagrima - de almas conectadas e livres. Sem medo, sem prosas mal feitas, sem escapismo interno, sem regressao de passados tristes.Tudo que um dia eu pensei e desejei agora mora no meu coracão, esta ai o maior milagre, a maior beleza de minha vida - NADA alcanca tamanha felicidade.
Fora do amor, ha o odio, face de uma mesma moeda. Esta ai, tambem, a prosopopeia que nao saber ser agora, apenas inventa intervalos de dores que atingem o meu peito como laminas afiada, e eu me perco.
Mas eu escolhi o amor, nao o odio. Eu escolhi o amor porque meu corpo respira amor, alimenta-se de amor.
Devo ter perdido a minha consciencia, ou abri uma super consciencia e agora acho que irei desmaiar ante o muundo que não se encaixa nas minhas ideias utopicas.Mas um pequeno passaro azul sobrevoa o meu interior, cantando de forma leve, fazendo-me despertar.
Eu não fui feita para odiar alguma coisa, mas meus sentidos me dizem algo ao qual eu fujo, esta ai a premissa para que meu corpo levante e grite; que eu grite (´´eu te amo´´), e que o amor verdadeiro é incondicional, fora dos limites.
Eu deveria saber que nada pode deixar surgir as folhas na primavera?

Protelação.

Eis que mostra-me o caminho, mas tuas palavras não me alcançam, tamanha é a minha fulga. Embora me toque, eu já não sinto mais os pés no chão. E então, de mim para ti, eu sou apenas uma pena a voar pelo mundo sem destino. Pois a minha vida foi aquela que escolhi baseada nos meus mais ingenuos e utopicos sonhos.E Ela nunca foi minha - está aí a grande e irrevogavel surpresa. Eu nunca me pertenci. Também nunca concebi a imagem de um deus prudente; os deuses são invejosos à minha pessoa. E os abandonei, todos eles. Mas a luz, a qual eu parecia querer fugir, eu a agarrei como pude e então tentei levar ao mundo, primeiramente. E esqueci de mim, eu me perdi em mim, e eu acho que preciso aprender a voltar. Você pode me oferecer uma lanterna sem pilha? dessas que, são táo grandes e pesadas, que me lembram armas?. Não me ofereça um sentimento baseado no egoísmo, pois ele expulsa as lampadas de qualquer coração.
E eu só preciso viver, mesmo que por muito tempo eu tenha que queimar as mãos com a cera da vela e uma luz fraca a guiar o meu caminho.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

a QUEm.

Não me importava se tivesses apenas uma casa sem paredes, meu coração ansiava pelo que carregavas por dentro.
Por dentro de teus cômodos da morada explendorosa, podia olhar das janelas que eram os teus olhos.
E eu via mais além do que qualquer pessoa, pois eu via a tua alma.
E ELA me chamava. E eu a amava. E me entregava.
eu SÓ te pertencia.

terça-feira, 18 de maio de 2010







vem transformar a areia, dos desertos que habitam em mim, em rios que fluem ao teu amor.
por favor.

domingo, 16 de maio de 2010

Anjo meu.

Meu anjo,
estou ao teu lado assim como estás sempre ao meu lado,
minha voz alcança a tua alma mesmo ao longe, e sei que podes ouvi-la
nem oceanos, nem as horas e nem o tempo podem apagar
você aqui de dentro de mim.
Eu sempre estarei ao teu lado e, quando olhares para ti mesmo, verás o meu sorriso
estampado em teu próprio rosto.
Só não me peça para sair da tua vida, por que assim a minha existência não faria sentido...
e as horas tardariam sem ti, meu carinho.

somos provas de que o amor abriu as cortinas para um cômodo triste.

sábado, 15 de maio de 2010

ERa?

Aquele cabelo gorduroso se embaralhava no travesseiro ainda limpo, o corpo já parecia sem vida, sempre adormecido; sua mente estava tão poluída por desejos obscuros quanto o seu corpo. Passaram-se dias, o tempo já não mais existia, perdia-se a noção da hora, dos afazeres, das pessoas. Nem a sua dignidade ousava falar.
Longe do chuveiro, dos amigos, dos estudos, das calçadas da vida real, mas tão perto de sua dor e tristeza! pareciam companheiras fieis, em cumplicidade duradoura e eterna.
Que mal poderia ter chegado a tocar sua pele que outrora era tão imaculada e serena? quem ousara deixar essa menina tão embrenhada em seu mundo escuro?
Parecia querer entrar em outro mundo ao qual ela se sentisse mais EM CASA. Havia uma sensação alí que era inteiramente hostil. Sem sabor. Sem cor.
E sem amor.
É, falta-lhe amor? era isso?
Talvez estivesse viajando dentro de seus labirintos internos a procura de alguém que a amasse incondicionalmente...