domingo, 12 de setembro de 2010

Mágoa.

Repara nessas feridas que a cada dia abres em mim...vês?
não foi preciso nem um cinturão, nem milho no joelho, nem castigo.
Foi a tua condicionalidade mal amada que me acertou como uma flecha, fez de mim um mal agrado, um vomito reprimido, um estomago embrulhado, um cão abandonado, uma ferida purulenta e fédita.
Meu coração foi jogado na sarjeta, pisado, destruido. Alimentastes da minha fraqueza e levastes com orgulho essas tuas verdades insanas, e esse teu mal gosto por desfrutar na vida apenas o que brilha como ouro.
Repara que dentro de mim há uma alma mais preciosa que o teu ar de majestade. Não há como me degradar por que sou diamante, estou acima do que se pode supor.
Talvez seja isso - tu me paristes porque o meu brilho já te ofuscava por dentro.
Repara que essa mágoa aqui dentro talvez, um dia, quem sabe, nunca consiga ser reparada.


anjos não podem ser feridos.

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