sábado, 16 de outubro de 2010

Por que eu tenho o direito a reclamar, então eu reclamo.

Fazia muito tempo que não me surpreendia com toda essa falta de interesse pela mesmice desse mundo moderno-cinzento. Outrora pensava que havia mergulhado no conformismo de todo dia santo, amém. Não trago no corpo ou na alma, o estoicismo e a tábula rasa mal explorada de todo mundo. Sou de uma esfera tão intensamente viva e ávida por novidades, que por vezes, o incomodo experimentado pela minha pele me dá alergias. Nada parece-me brilhantemente interessante. Todos respiram, todos comem, e é tudo tão normal!. O sexo foi banalizado - parece que só existe um membro fálico para meter-se em uma concavidade macia e profanada. OS beijos parecem manteiga barata e pouco comercializavel nas boates mais futeis. Os sorrisos continuam amarelos. Os casamentos parecem teatro. E nos somos palhaços! E nos somos rôbos!
E as vezes, voces percebam, parecem que vejo Ogros, não seres humanos.

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