sábado, 24 de abril de 2010

era eu.

Aquela menina era eu.
Sozinha, andando no escuro, mas sempre com um caráter intacto, sempre com um coração enfeitado de amor
. Sempre, igualmente, tentando escavar sua alma na tentativa de achar vestígios de onde veio. Aquela menina que se sentia perdida na terra, mas sempre se encontrava dentro de vc era eu
. E não havia nada mais do que eu. Por que eu estava, e sempre estive a salvar os teus passos lentos por onde andavas. Era teu anjo em tempo integral, dedicava-te um amor quase invisivel, embora, nas noites mais misteriosas, pudesses senti-lo cantando pelas janelas.
EU era a ausencia que te aquecia.
Era eu.
Era eu a te olhar nas calçadas, observando o teu rosto triste e incrivelmente belo, a te amar timidamente.


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